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Cartografia do Olhar
Fragmentos do olhar e do acervo de Maycon Nunes, durante esses anos de fotografia e histórias.
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01
Por onde passei
"Nesta galeria, convido você a caminhar ao meu lado, capturando os momentos além do clique. Aqui, revelo os bastidores das minhas jornadas os ensaios, os encontros, o processo que molda cada imagem e cada olhar."
02
Cidade Aleatória
Cidade Aleatória não nasce de um plano, nasce de um encontro.
Entre o acaso e o afeto, a cidade se revela sem roteiro, sem compromisso com começo, meio ou fim. São fragmentos de Belém atravessados por um olhar que não busca ordem, mas verdade. Imagens que respiram no improviso: ora nítidas, ora tremidas, às vezes em cor, às vezes em silêncio preto e branco como a própria memória, que nunca é linear.
Aqui, cada fotografia é um gesto íntimo. Um reconhecimento. Um pertencimento construído no caminhar. Não há padrão, há sensação. Não há regra, há vínculo.
Cidade Aleatória é o registro de um amor cotidiano desses que se descobrem nos detalhes, nas esquinas, nos desvios de quem veio de longe, mas encontrou na cidade um lugar para ficar.
03
Kayapós
Em 2019, o fotógrafo Maycon Nunes viveu uma das experiências mais marcantes de sua trajetória ao se conectar com o povo Kayapó um encontro profundo, quase transcendental.
Mais do que registrar imagens, ele construiu laços de respeito e confiança que transformaram seu olhar e sua forma de contar histórias.
Esse momento foi o ponto de partida para uma jornada maior, abrindo caminhos para conhecer e dialogar com diversas outras etnias indígenas.
04
O ensaio do fim do mundo
O ENSAIO DO FIM DO MUNDO
Na curva do S, o tempo não passa, ele permanece.
Ali, onde a terra já foi rasgada pela violência, hoje se ergue memória.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra retorna não apenas para ocupar, mas para ensinar, lembrar e resistir.
Durante o Acampamento Pedagógico de 2024, o território se transformou em sala de aula viva.
Entre barracos de lona, cozinhas coletivas e rodas de conversa, o cotidiano se constrói como gesto político e também como afeto.
Mas há algo no ar.
A paisagem, marcada por cicatrizes, convive com um outro tipo de silêncio.
Um silêncio que não é ausência, é acúmulo.
De histórias. De lutas. De ausências que ainda ecoam.
As imagens desta galeria não buscam respostas.
Elas caminham entre presenças.
Entre olhares atentos, mãos que constroem, corpos que permanecem.
Entre o passado que insiste em não ser esquecido e o futuro que ainda está em disputa.
Aqui, a fotografia não é testemunha distante.
Ela é atravessada.
Porque na curva do S, não se registra apenas o que se vê.
Registra-se o que permanece.
E o que ainda está por vir.
05
Testemunha Ocular
Maycon Nunes apresenta uma série fotográfica que mergulha no cotidiano da violência urbana em Belém do Pará. Construída a partir de anos de atuação no fotojornalismo, a obra revela fragmentos de uma cidade marcada pelo medo, pela tensão e pela presença constante da morte, mas também pela resistência silenciosa de quem segue vivendo.
Com um olhar humanizado e sensível, o fotógrafo se afasta do sensacionalismo para expor o que muitas vezes permanece invisível, os gestos, os silêncios e as cicatrizes deixadas pela violência no corpo social. Cada imagem carrega força, impacto e densidade, conduzindo o espectador a uma experiência que inquieta, prende e convida à reflexão.
Mais do que documentar, o trabalho propõe um deslocamento de perspectiva, revelando um outro aspecto da violência urbana no estado do Pará, um olhar que humaniza, provoca e confronta.
06
Tembés
Em duas imersões na aldeia Tekohaw, na região do Rio Capim, entre o Pará e o Maranhão, Maycon Nunes viveu encontros profundos com o povo Tembé.
Mais do que imagens, seu trabalho revela a força da espiritualidade, os saberes e o modo de vida que sustentam a identidade desse povo.
Através da convivência, nasceu um laço de amizade e respeito, traduzido em fotografias intensas que carregam presença, memória e conexão.
07
Cotidiano Coletivo
"Em 'Cotidiano Coletivo: O Ir e Voltar', Maycon Nunes captura o vai e vem diário entre a casa e o trabalho, no bondinho que atravessa a periferia.
Com poucos momentos para fotografar, ele transformou esse trajeto em poesia visual, mostrando que o cotidiano de todos nós pulsa dentro de um coletivo, onde cada ida e volta é uma história compartilhada."
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Por onde passei
"Nesta galeria, convido você a caminhar ao meu lado, capturando os momentos além do clique. Aqui, revelo os bastidores das minhas jornadas os ensaios, os encontros, o processo que molda cada imagem e cada olhar."
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Por onde passei
"Nesta galeria, convido você a caminhar ao meu lado, capturando os momentos além do clique. Aqui, revelo os bastidores das minhas jornadas os ensaios, os encontros, o processo que molda cada imagem e cada olhar."
02
Cidade Aleatória
Cidade Aleatória não nasce de um plano, nasce de um encontro.
Entre o acaso e o afeto, a cidade se revela sem roteiro, sem compromisso com começo, meio ou fim. São fragmentos de Belém atravessados por um olhar que não busca ordem, mas verdade. Imagens que respiram no improviso: ora nítidas, ora tremidas, às vezes em cor, às vezes em silêncio preto e branco como a própria memória, que nunca é linear.
Aqui, cada fotografia é um gesto íntimo. Um reconhecimento. Um pertencimento construído no caminhar. Não há padrão, há sensação. Não há regra, há vínculo.
Cidade Aleatória é o registro de um amor cotidiano desses que se descobrem nos detalhes, nas esquinas, nos desvios de quem veio de longe, mas encontrou na cidade um lugar para ficar.