Eu não busco o que os olhos veem. Eu busco o que os olhos sentem.
- mayconnunesfotos
- 6 de abr.
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Maycon Nunes lança seu site em celebração aos seus 24 anos de fotografia.
Fotógrafo catarinense, radicado há mais de duas décadas no estado do Pará, na região Norte do Brasil, Maycon Nunes abre ao público um acervo construído ao longo de uma vida dedicada ao olhar e, principalmente, ao sentir.
Sua trajetória começa em 2002, nas paisagens frias do sul do país, na região da Grande Florianópolis. Passa por um período em Buenos Aires, onde se dedica ao estudo do fotojornalismo, da fotografia autoral e da fotografia de rua. É ali que o olhar ganha pulsação, ritmo e inquietação. Mas é nas terras quentes da Amazônia que seu trabalho encontra corpo, voz e sentido.
Foi no Norte que Maycon se fez gente, artista e contador de histórias. Onde construiu família, consolidou carreira, criou vínculos e mergulhou em um território que, antes, habitava apenas sua imaginação, alimentada pelos livros de seu avô. A floresta, os rios e as pessoas deixaram de ser paisagem para se tornarem relação.
Ao longo desses anos, seu trabalho se constrói em diálogo com povos originários, comunidades ribeirinhas e quilombolas. Não como alguém que chega para tomar, mas como alguém que se dispõe a ouvir, a aprender e a partilhar. Sua fotografia não busca protagonismo. Ela se estabelece como parceria, como presença, como coadjuvante das histórias que encontra.
Porque fotografar, para Maycon, é criar pontes. É o encontro entre quem olha e quem é olhado. É levar um pouco de si e deixar um pouco do outro. E, ao mesmo tempo, compreender que o fotógrafo nunca é dono da imagem. Ele é apenas alguém que recebe a possibilidade de contar histórias através do olhar.
O lançamento do site marca mais do que uma vitrine. É uma porta aberta.
Ali, o visitante encontra uma curadoria de imagens que atravessam o tempo. Séries fotográficas, registros documentais, fragmentos de bastidores e produções audiovisuais que revelam não apenas o que foi visto, mas o que foi vivido. Um trabalho guiado por ética, escuta e responsabilidade.
Esse olhar, construído na Amazônia, também atravessou fronteiras. Levou consigo histórias, encontros e vivências para outros territórios, chegando a exposições na Europa e em outras partes do mundo, passando por cidades como Paris, Veneza, Dubai e New York. Lugares onde sua fotografia segue cumprindo o mesmo papel: aproximar mundos.
Maycon não fotografa a Amazônia de fora para dentro. Seu trabalho nasce de dentro. Das conversas, das casas, das travessias, das pausas. Ele não se coloca como protagonista, mas como parte das histórias que encontra a cada rio cruzado, a cada caminho percorrido.
Seu olhar não busca capturar. Busca pertencer.
Este é um convite.
Um convite para percorrer suas galerias, conhecer suas séries, atravessar seus vídeos e, sobretudo, sentir. Entender que cada imagem carrega mais do que forma. Carrega presença, memória e afeto.
Muito já foi construído.
E muito ainda está por vir.
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